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“Morte anunciada?” Desabafo de Maycon choca

Depois da revelação de “toda a verdade” sobre a morte de Maycon Douglas, a análise no programa ‘Casa Feliz’, da SIC, desta terça-feira, 13 de janeiro, prosseguiu com a presença de Hernâni Carvalho, Carlos Pinto do Carmo, antigo coordenador da Polícia Judiciária, e Mauro Paulino, psicólogo clínico e forense.

Hernâni Carvalho começou por referir que “nunca” aderiu às teorias da conspiração em torno do desaparecimento do ex-concorrente do Secret Story 8: “Porque há coisas que não se contam, vão-se observando“.

Neste sentido, o jornalista também indicou: “As famílias, por natureza, têm tendência a negar a existência de um suicídio. No caso, esta mãe foi uma senhora muito transparente, ela percebeu o que é que tinha acontecido“. Hernâni Carvalho revelou ainda um desabafo de Maycon: “Eu sei, por exemplo, que, em tempos, o Maycon houve alturas em que desabafava: “Qualquer dia vou direito ao Farol e acabo com isto”“.

Na sequência do que foi dito, Diana Chaves reagiu: “Isto é difícil dizer, mas pode ter sido uma morte anunciada. Em momentos em que o desespero era tanto, já ter aquela imagem“.

Depois, Hernâni Carvalho salientou um outro pormenor: “É sabido que ele tinha tido uma noite recheada, uma noite preenchida com copos, com brincadeiras, com boa disposição. O álcool nós sabemos que liberta filtros“. Mauro Paulino explicou: “Desinibe o comportamento e a capacidade de avaliar riscos relativamente a alguns comportamentos fica prejudicada“.

Perante as evidências, o jornalista clarificou ainda: “Desde as 5h15 ele está numa grande agitação interior e não conseguiu travar. Ele discute com a namorada, a seguir discute com o dono do bar, a seguir discute com a namorada, depois com a mãe, está mesmo numa grande agitação interior. E já mesmo parado no Farol, ele liga para a namorada, não consegue falar com ela, liga para a amiga da namorada, despeja na amiga da namorada o que lhe ia na alma e que quis dizer à namorada, mas não conseguiu, porque ela entretanto tinha-lhe bloqueado o telemóvel. Liga para a mãe“.

Mauro Paulino finalizou: “É importante perceber que o comportamento suicidário não é um momento. Ou seja, é um acumular de circunstâncias, de características pessoais, de eventos de vida, em que o desespero, a ideia de que nada vai mudar, que há um sofrimento atroz que a pessoa está a carregar. Muitas vezes há um estreitar da consciência, ou seja, há uma limitação de ver as possibilidades e as saídas que a pessoa tem para recorrer e acha que o suicídio é a única saída“.

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